quinta-feira, 27 de setembro de 2018

XVIII


Acabara de sair de uma comunidade hippie pra onde fui em protesto à minha não-vida familiar. Foi um tempo de absoluta calmaria. Tanta que algo em mim explodiu e me jogou de volta à vida. O movimento estudantil estava em plena efervescência. Descobri. Era ali que a minha rebeldia deveria se manifestar. Voltei ao Colégio Estadual, direto pro DE. Dos tempos de paz e amor, ficou a mania de nadar nua em cachoeiras desertas.

Lourença Lou



Paulo Bentancur Que retrato denso e admiravelmente humano nos dás, ao mesmo tempo, com essa fluência invejável na linguagem, que tão bem dominas. O texto, tão breve, diz tanto A foto, interessantíssima. Uma época inteira emerge de tão poucas linhas, um imaginário radical e fascinante. Tu abusas, Lourença Lou! Cuidado, talento tem limites. (Parece que não é o teu caso.) Beijos.

L

Não gostava de garotos. Andava sobre saltos e achava que homens maduros eram os grandes parceiros. Aquele menino subverteu meus conceitos ...