quarta-feira, 26 de setembro de 2018

VIII


Os últimos anos não haviam sido fáceis. Toda vontade de ser sociável se evaporara. Eu era uma fera solitária, rebelde e pronta para atacar. Mas já acabara o tempo das rosas e dos fusis. Meus heróis já não existiam, estava grávida e não queria me casar. A gravidez terminou aos dois meses em meio a um lago de sangue e meu olhar entre apavorado e aliviado. Foi quando conheci a mãe dele. Eu sempre quis ter uma mãe. Me casei com ela muito antes de acordar para a realidade: vinha junto um companheiro de todos os dias. E ele foi tão maravilhoso que me ensinou a sonhar. E levou a vida a me adotar.

Lourença Lou



Paulo Bentancur Maravilha de texto, quase um poema em prosa, misto de conficção liricizada. Continuo em Brasília, Lou! Volto no domingo. Saudade das pessoas e nenhuma do frio. Beijo!

L

Não gostava de garotos. Andava sobre saltos e achava que homens maduros eram os grandes parceiros. Aquele menino subverteu meus conceitos ...